4 anos e 364 dias

Do amor, apesar de muito se falar, pouco se tem a dizer e a explicar sobre sua essência.

O gesto é amar e, dele sim, muito se pode falar.

Amar é estender a mão, é envolver uns braços num abraço carinhoso.

É poder dizer antes de dormir: boa noite, dorme bem, sonha comigo, te amo.

É poder ver um sorriso amarelo depois de uma piada sem graça.

É poder tentar fingir saber dançar para poder agradar.

Amar, afora o idílico do sonho do poeta louco, é conviver.

É tentar decifrar um olhar sem que nada se diga.

É como conciliar um dia de verão: sol de manhã e chuva ao fim da tarde.

É como apresentar a mesma peça durante uma temporada:

todo dia o mesmo texto, mas que sempre se apresenta de outras formas.

Amar é, apesar de toda insegurança e medo, saber dar e receber presentes.

É poder chorar de felicidade e de prazer.

É poder planejar, sonhar, voar e voltar para a realidade sem cair.

É poder saber que num canto recôndito, num lugar perdido numa rua de paralelepípedos, vive-se e mais nada.

Amar é simples. As complicações surgem diante da dificuldade de se entender algo tão simples. De algo tão palpável e singelo.

Amar é verbo intransitivo.

O frio na barriga é de olhar pra trás e ver a trilha formada na mata fechada.

O frio na barriga é de olhar pra frente é ver que o caminho não tem uma mão.

Tem duas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s