Trilogia das cores

E foi que naquela noite as cores tingiram as retinas distraídas.

Quase sem querer, por palavras, olhares e gestos, a trilogia se fez.

Se fez voraz, intensa e deliciosa.

Meu azul se expandiu o suficiente para voar e menos que o suficiente para não cair. Equilíbrio interessante de liberdade que só acontece com a explosão louca e lancinante do vermelho-grená. Dançante, sentimental e forte. Sim, era preciso o amálgama. O branco zen, o branco solto, o branco leve. Segurou uma de cada lado e disse que a vista dali era linda e nunca dantes vista.

De fato, a paisagem noturna pontilhada por caminhos vistos de cima não parece a mesma vista da terra.

Faltou cair um cometa de três cores.

Ou ele ejá teria caído, feito uma cratera e gerado um terremoto em pequenos corações?

Engajamento

– É, companheira, a luta continua…

– Pois é. Você tem filhos?

– Tenho uma filha.

– Como ela se chama?

– Larotiele.

– Nossa, que nome diferente. Te algum significado?

– Tem sim. É eleitoral ao contrário.