Lila M.

E foi assim, simples assim, que numa manhã de brisa fresca, dentro de uma blusa de uma manga só, entre um cigarro e um chiclete – ambos de menta – que nasceu nossa escritora de contos eróticos.

Simples como uma folha que balança quando é tocada pelo vento.

Simples como uma metáfora simples.

Simples como tudo o que faz sentido.

Filha de um heterônimo do Pessoa com a Anais Nin.

Sobrinha distante de Lispector, adora advérbios de modo.

Afilhada do Saramago, não gosta de travessões.

Nascida entre o último decanato de Escorpião e o sol de Sagitário, gosta de curvas.

E as curvas só se encontram harmoniosamente nas mulheres.

Gosta de sardas, ombros e carinhos intencionais na parte interna da coxa.

Gosta de ver o mundo com desejo e de sentir a realidade como fantasia.

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