o doce e o amargo

entre correr por uma savana descampada – sem parada, sem sombra, sem nada – e se embrenhar num pântano sombrio e ardiloso, há um hiato praticamente imperceptível.

sentir o vento na cara é bom. oxigena os pulmões, alimenta a necessidade de encarar o horizonte e amplia o olhar-alma.

de tão leve, parece efêmero.

sentir a natureza puxar seu corpo pra dentro dela, te faz sentir parte de um atoleiro de sentimentos incompreensíveis. um banho de dores que te faz sentir vivo. uma densidade assustadoramente elucidante.

de tão pesado, me faz querer fazer doer.