impressões

notas sobre os primeiros dias em NY:

– quase todos andam de preto, principalmente em manhattan.

– toma-se muito café (open bar de café, praticamente).

– o central park era uma favela.

– broadway é como se fosse uma rua principal. tem em qualquer bairro. e nem todas tem glamour.

– pode beber água da torneira (e água em bares e restaurantes é free).

– há uma certa resistência dos latinos manifesta no sotaque espanglês.

– tem comida de todas as partes do mundo. todas mesmo. em qualquer esquina. qualquer mesmo.

– eles chamam manhattan de “the city” (não pegou? assiste mad man).

– parece que acontece um milhão de coisas no mesmo dia (apesar dos dias no inverno serem consideravelmente mais curtos. rola até uma espécie de banzo coletivo porque escurece às 5 da tarde).

– o império homogeneizou a língua, mas as medidas… (temperatura, velocidade, comprimento, peso… aff)

– não pode dormir no metro. você leva multa. mas…

– o metro é 24 horas de amor.

– pixação vertical de NY: nível mirim (pixar caixa d’água de prédio não conta, né galera).

– rola sempre muitos músicos nos metros e nas ruas.

– quando tem nevasca, tudo para. tudo mesmo. menos wall street  (mas wall street não é tudo. sacou? ahn, ahn?).

– as pessoas almoçam no café da manhã e tomam café da manhã no almoço.

– há pimenta em absolutamente tudo.

– nunca, jamais, em hipótese nenhuma entre de sapatos na casa de alguém. a rua é suja, vão dizer.

– há muitas lixeiras nas ruas. e caixas de correio também. então, se alguém receber uma carta com cheiro de banana, my bad.

– a herança inglesa fez história: são pontuais.

– a ressaca da neve é muito divertida. a neve delas é a nossa areia, só que cai do céu…

– manhattan faz absolutamente todo sentido em termos de localização.

– tem praia em NY. sim, com areia, água salgada, essas paradas todas.

– o preço das coisas aparece sem imposto. o imposto você paga na hora.

– gorjetas são obrigatórias.

– o rolê põe-casaco-tira-casaco é sua malhação diária. me cansa só de lembrar.

– é possível ser brasileira, sublocar um quarto de uma boliviana e ser vizinha de quarto de um russo (assim como é possível ser brasileira e se fingir de russa para um bando de caras do nepal. não que eu tenha tentado, só estou imaginando… rs)

– crlt+s salva, mas a calefação também.

– sair na rua é um evento em si mesmo.

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lost in translation

Aqui não há espaço pra mouses.

Somos todos rats.

Nos submundos, nos subways.

Subindo, descendo, sumindo, vagando pelos vagões

em todas as direções.

Todos man in Black pra se esvair

no meio dos que ainda são wasps.

.

Keep walking na faixa que o sinal é branco.

Bota o casaco que é negro.

.

É só lembrar que numa noite de stars

O que faz brilhar is the dark.