o experimento colorido chamado amor

um dia o finn e o jake tinham se perdido na floresta porque foram buscar uns cogumelos pra jujuba fazer um experimento colorido. mas logo eles descobriram que os cogumelos se camuflavam e eles não conseguiam nunca encontrá-los. eles estavam sentados, exaustos, um encostado nas costas do outro quando apareceu uma garota. descobriram que seu nome era princesa floresta encantada. ela tinha longos cabelos e tatuagens pelo corpo. ela falava com os bichos e com as plantas. finn e jake logo perguntaram sobre os cogumelos. ela disse que eram seus amigos, filhos da mãe terra mas que era ela quem cuidava deles. era difícil encontrá-los porque adoravam brincar de esconde-esconde. mas como era tarde, eles já deveriam estar de volta. então ela pediu para que eles a seguissem. conforme se movia, o cabelo da princesa floresta encantada deixava um rastro de arco íris com cheiro de margarida pelo caminho. quando chegaram na casa da princesa floresta encantada, tocava uma música que parecia um rock psicodélico. os cogumelos estavam dançando sumindo e aparecendo formando desenhos coloridos e ondulados nas paredes. jake ficou apaixonado por um cogumelo encantado. estavam dançando juntos e jake deu um beijo nele! agora ele não apenas podia mudar de formas, mas também de cores! o cogumelo decidiu partir para o reino doce junto com finn e jake. a princesa floresta encantada, que também era também extremamente generosa, deu recomendações precisas de que era necessário deixar o cogumelo em solo propício toda vez que chovesse pra que ele crescesse feliz, saudável e colorindo, sempre colorindo.

Anúncios

minha sherazade

minha mãe é tão libiriana, tão libriana que ela não conseguiu nem escolher o seu aniversário. os papéis dizem uma data, as pessoas dizem outra e assim vai recebendo flores nas duas. e como está tudo ligado (flores, primavera, vera ela, vera eu) eu escolho dizer sobre o que mais ela não escolheu. ela não conseguiu decidir entre ser a que conta ou a que ri uma mesma piada. ela também não conseguiu escolher entre ser a pessoa mais séria que eu conheço ou a que mais dá bola fora. ela ainda não decidiu se é a pessoa mais dificil da face da terra ou a mais adorável de todas. ela, essa pequena grande sherazade da vida cotidiana, nunca consegue decidir entre qual história quer contar, então conta várias ao mesmo tempo.

mas eu tenho duas coisas pra contar sobre a minha mãe fizeram de mim grande parte do que eu sou hoje. ela me ensinou que a melhor forma de lidarmos com determinados problemas é rindo de nós mesmos. os infortúinos ficam mais palatáveis com uma gargalhada diante de nossa salutar falta de controle sobre as coisas. quem ri de si sempre ri com alguém. a outra coisa que ela me ensinou tem a ver com o fato de eu ter me tornado uma pesquisadora. como trabalhava muito, ela não tinha muito tempo de me ajudar nas tarefas da escola. antes de ir dormir eu deixava bilhetes pra ela: “mãe, preciso fazer uma pesquisa sobre os planetas do sistema solar”. no dia seguinte, tinha uma pilha de livros em cima da mesa da sala. no começo eu achava ruim, mas depois comecei a pegar gosto pela coisa. eu abria os livros e começava a vasculhar o índice. era como se ela estivesse de alguma forma pesquisando junto comigo. procurava referências, grifava as frases, anotava as informações mais importantes e ia me embrenhando naquelas páginas todas.

por sua causa, rindo ou pesquisando, hoje em dia nunca me sinto completamente sozinha. e em tempos de distâncias geográficas, isso é praticamente sinônimo de sobrevivência.

obrigada, mãe.

TOXIC

TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC TOXIC